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Diminuição da dose de radiação ionizante com o aumento da carga

Rui Cabral, António Salreta

Resumo


A necessidade de diminuir o risco profissional da exposição à radiação ionizante leva à análise da prática que refere que a carga (mAs) deve ser mantida tão baixa quanto possível, e o valor da tensão (kV) tão alta quanto praticável para manter a dose no mínimo possível, de forma a obter uma imagem clinicamente adequada. A metodologia utilizada foi experimental e permitiu registar valores de dose para factores de exposição. As exposições foram realizadas com duas ampolas de raio-x diferentes e os valores de dose registados com dois dosímetros termo luminescentes. Para o C-arm Plus com o dosímetro Operador, a média do valor de dose para 60 kV.6 mAs é 0,0057 mSv, para 70 kV.5 mAs é 0,0086 mSv e para 80kV.4mAs é 0,011 mSv. O desvio padrão de cada valor de média é respectivamente 0,0057; 0,00092; 0,00077. Os resultados registados são valores de dose de radiação mais elevados para factores de exposição com kV mais elevados e mAs inferiores. Os valores são corroborados pelos dados registados no dosímetro ajudante e para o C-arm Elite.

A conclusão principal regista a não concordância com a prática que afirma que os mAs devem ser mantidos tão baixos quanto possível, e o valor da kV tão alto quanto praticável para manter a dose no mínimo possível, de forma a obter uma imagem clinicamente adequada. Os técnicos de radiologia com experiencia em radiologia de intervenção devem utilizar esta informação e modificar padrões de trabalho com o interesse de diminuírem a dose de radiação a que estão expostos e que expõe os profissionais nas diferentes técnicas de intervenção.


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