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Centro de Referência do Cancro do Reto

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Cardiologia

O Cancro Colorretal (CCR) é a terceira causa de cancro diagnosticada em homens, e a segunda em mulheres a nível mundial. A Sociedade Americana de Cancro (ACS) estima que irão ocorrer em 2019 101.420 novos casos de cancro do colon e 44.180 novos casos de cancro do reto. Estima ainda que são esperadas 51.020 mortes devido ao cancro colorreta.

 

O INE (Instituto Nacional de Estatística) refere que em 2017 ocorreram 3852 mortes em Portugal por cancro colorretal e do ânus. Segundo a World Cancer Research Fund a taxa de incidência do CCR em Portugal é de 40 por 100.000 habitantes.

 

É uma patologia que surge com maior frequência entre a 5ª e a 7ª décadas de vida, sendo que numa pequena percentagem de casos, surge antes dos 40 anos, habitualmente no contexto de CCR hereditário (Polipose Adenomatosa Familiar ou Carcinoma Colorretal hereditário não polipósico).

 

Apesar dos valores referidos é uma patologia que pode ser prevenida, através da instituição de hábitos de vida e de alimentação saudáveis, e rastreada, diminuindo assim a sua incidência e a sua mortalidade. O CCR é, de facto, um dos cancros mais acessíveis ao rastreio, pois a grande maioria desenvolve-se a partir de pólipos adenomatosos do cólon. Estima-se que a progressão de um adenoma até carcinoma ocorra no intervalo de tempo de pelo menos 10 anos, o que fornece uma boa oportunidade para o rastreio, uma vez que a remoção dos pólipos do cólon, normalmente assintomáticos, evita o aparecimento do mesmo.

 

Atualmente a Direção Geral da Saúde (DGS) propõe como rastreio a realização de PSOF (Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes) a toda a população sem fatores de risco, com idades entre os 50 e os 74 anos, seguida da realização de colonoscopia nos casos de teste positivo. Este programa só por si diminui a taxa de mortalidade por CCR em 16%.

 

O tratamento do CCR implica uma extensa e complexa atuação multidisciplinar, incluindo inúmeras especialidades médicas tais como: Cirurgia Geral, Gastroenterologia, Imagiologia, Oncologia, Radioterapia, Anatomia Patológica, Medicina Nuclear e Anestesiologia; outros profissionais de saúde tais como enfermeiros e nutricionistas dedicados a esta área, inúmeros técnicos de diferentes áreas, bem como a utilização de várias infraestruturas hospitalares: enfermaria, bloco operatório, laboratório de análises clínicas e de anatomia patológica, salas de exames radiológicos (Rx, ecografia, TC e Ressonância Magnética), hospital de dia de oncologia e de radioterapia, salas de exames especiais (anuscopias, colonoscopias).

 

Em Setembro de 2015, a DGS abriu um concurso com o objetivo de selecionar os hospitais do país com experiência e capacidade de prestação de cuidados médicos e cirúrgicos de elevada qualidade para o tratamento do Cancro do Reto. O Hospital Garcia de Orta submeteu a sua candidatura tendo demonstrado a sua capacidade para o tratamento desta patologia e os seus resultados no tratamento desta patologia, bem como, a taxa de complicações associada, demonstrando excelentes indicadores nesta área.

 

O reconhecimento oficial pelo Ministério da Saúde do referido Centro de Referência no HGO permitiu a concentração de casuística e recursos para o diagnóstico, tratamento e investigação científica desta patologia que envolve uma equipa multidisciplinar, com recurso a controlo científico e médico, com vista a uma prestação de cuidados de saúde de qualidade e segurança de excelência.

 

Em Agosto de 2019 terminou o processo de auditoria pela Direção Geral de Saúde ao Centro de Referência de Oncologia de Adultos- Cancro do Reto, tendo este recebido a avaliação BOM, avaliação esta que se manterá até 2024.

 

O Centro de Referência de Oncologia de Adultos - Cancro do Reto (CRE CR) do Hospital Garcia de Orta. EPE, presta serviços de diagnóstico, estadiamento, terapêutica médica e cirúrgica e consequente seguimento aos seus doentes com cancro colorretal, incluindo atividades desenvolvidas em ambulatório e em internamento, tendo sido reconhecido nas suas competências para prestação de cuidados de saúde diferenciados de qualidade.

 

O CRE CR recebe doentes de toda a área de referenciação do HGO, podendo receber também doentes de outras áreas, por vantagem terapêutica ou por mudança de residência, casos que serão avaliados individualmente.

 

Objectivos do CRE CR

 

  • Melhorar a capacidade diagnóstica e de tratamento da patologia cirúrgica do cancro do reto;
  • Agregar capacidade de resposta sinérgica em torno de entidades nosológicas com afinidades nas suas manifestações e abordagens diagnósticas e terapêuticas;
  • Maximizar o potencial inovador das ciências médicas e das tecnologias da saúde, otimizar ao máximo a investigação científica, potencializando-a a fim de obter reconhecimento internacional;
  • Disponibilizar cuidados de saúde de elevada especialização, traduzidos em melhorias significativas na qualidade, custo-efetividade e segurança de acordo com a carteira de serviços;
  • Prestar cuidados de saúde de elevada qualidade, eficientes e acessíveis, aos doentes cuja condição clínica exija uma concentração especial de conhecimentos médicos, altamente diferenciados;
  • Possibilitar acompanhamento individualizado do doente e da família e promover a sua participação no processo de tratamento;
  • Informar de forma concisa e clara o doente e família sobre a situação clínica ao longo do seu processo de tratamento;
  • Promover as boas práticas;
  • Promover o ensino e a investigação na área do cancro do reto, incentivando a formação dos profissionais;
  • Contribuir para a reforma estrutural do setor hospitalar.
 

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