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SNS - Serviço Nacional de Saúde

Cuidados Intensivos

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Cuidados Intensivos

A Medicina Intensiva é uma área diferenciada e multidisciplinar das ciências médicas, que aborda especificamente a prevenção, o diagnóstico e o tratamento de doentes em condições fitopatológicas que ameaçam ou apresentam falência de uma ou mais funções vitais, mas que são potencialmente reversíveis. 

 

É por natureza multidisciplinar e tem por objetivo primordial suportar e recuperar funções vitais, de modo a criar condições para tratar a doença subjacente e, por essa via, proporcionar oportunidades para uma vida futura com qualidade.

 
A Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Garcia de Orta (UCI/HGO) é uma Unidade Polivalente de Medicina Intensiva de nível III com idoneidade para formação de internos de especialidade e especialistas em Medicina Intensiva.

 

A UCI/HGO  tem como missão prestar cuidados altamente diferenciados, dando resposta às necessidades dos doentes que apresentam falência de um ou mais órgãos ou sistemas,  e necessitam de apoio tecnológico e de cuidados permanentes quer médicos, quer de enfermagem não possíveis de serem prestados noutros serviços do Hospital.

 

Dispõe de entre outras das seguintes capacidades técnicas:

 

  • Reanimação cardiorespiratória avançada;
  • Manutenção das vias aéreas, incluindo entubação oro e nasotraqueal, via aérea avançada, traqueotomia cirúrgica e percutânea, ventilação mecânica (invasiva e não invasiva) em modalidades convencionais, avançadas e estratégias complementares a melhoria da oxigenação e remoção de C02 ( Prone position, recruitments manouvers, TGI, etc.);
  • “Pacing” cardíaco temporário (externo e endocavitário);
  • Monitorização cardíaca contínua;
  • Monitorização oximétrica contínua;
  • Índice bispectral (BIS) e Train of Four (TOF);
  • Monitorização invasiva e não invasiva da pressão arterial;
  • Monitorização invasiva das pressões na aurícula direita, ventrículo direito e artéria pulmonar e débito cardíaco por cateter de Swan-Ganz;
  • Monitorização hemodinâmica por cateter de PICCO;
  • Balão de contrapulsação aórtica;
  • Monitorização Electroencefalográfica contínua;
  • Monitorização da Pressão intracraneana  (PIC);
  • Monitorização da Pressão intra-abdominal;
  • Broncofibroscopia diagnóstica e terapêutica;
  • Fisioterapia respiratória e Cinesioterapia;
  • Técnicas endoscópicas digestivas, urológicas, obstérico-ginecológicas;
  • Terapia da dor ( Analgesia epidural  por PCA, NCA, analgesia sistémica);
  • Aparelho para aferição de gases no sangue, electrólitos e  metabólitos;
  • Monitorização farmacocinética de fármacos;
  • Técnicas intermitentes e contínuas de depuração/substituição renal,  plasmaférese, hemoperfusão;
  • Ecocardiografia transtorácica, transesofágica e pulmonar;
  • Aparelho portátil para radiografias simples;
  • Intensificador de imagens;
  • Consultoria cirúrgica geral, cardiotorácica, neurológica, neurocirurgica;
  • Equipamento portátil de suporte vital para transporte intra ou interhospitalar.

 

Movimento Assistencial

Ano camas Doentes admitidos Doentes médicos Doentes cirúrgicos Politrauma SAPS II APACHE II Demora média 
 2010  8  224 140  50 34 39  25,4 10,4
 2011  8  259  147  81 31 37,2  25,5 8,8
 2012  8  245  138  79 28 45,9  28,4 10,5
 

Proveniência

As maiorias dos doentes são provenientes do serviço de urgência do HGO, bloco operatório ou de outros serviços do HGO. Alguns doentes provêm doutras instituições hospitalares, nomeadamente dos Hospitais de Faro, Barreiro, Setúbal e Litoral Alentejano, de entre outros.
 

Investigação 

Encarando a investigação num contexto multidisciplinar de diagnóstico e de avaliação de resultados, é um meio que permite compreender a doença cada vez melhor e acumular experiência. 

 
Ao longo dos seus 20 anos de existência tem participado em vários projetos de investigação de âmbito nacional e internacional, com destaque para os seguintes:
  • HELICS III – projeto nacional de vigilância epidemiológica contínua de infeções nosocomiais nas unidades de cuidados intensivos;
  • SAPS III – projeto internacional em desenvolvimento pelo SAPS III Outcomes Research Group;
  • BASIC – projeto internacional de investigação sobre bacteriémia em cuidados intensivos;
  • CORTICUS- The Corticosteroid Therapy of Septic Shock trial randomized.

Projetos autónomos de investigação: 
  • Recrutamento alveolar numa unidade  de cuidados intensivos: avaliação de metodologia;
  • Estudo comparativo de débito cardíaco: avaliação intermitente e  contínua  por termodiluição transpulmonar;
  • Estudo prospetivo de complicações mecânicas e infeciosas do cateterismo venoso central numa UCI;
  • Efficacy and Safety  of Recombinant  Human Actived Protein  C in Severe Sepsis (PROWESS Study);
  • The Corticosteroid Therapy of Septic Shock (CORTICUS) trial randomized;
  • Value of C-reactive Protein in the follow-up of severe Pneumonia .
 

A família, o doente e a UCI

Constituindo o doente o elo principal da nossa existência, somos de opinião de  que é  muito importante  para o doente  e  para a  sua família, que a UCI /HGO seja entendida como etapa fundamental e necessária para superação da doença grave. Porém,  por vezes, é  importante  aliviar e proporcionar conforto independente do prognóstico.

 

Toda a equipa está orientada no respeito da dignidade e autodeterminação de cada pessoa internada, estabelecendo e divulgando a humanização nos seus trabalhos, buscando amenizar os momentos vivenciados através do doente e família.
 
A separação do convívio familiar e dos amigos a que os doentes estão sujeitos, pode não só ser amenizada através das visitas diárias, mas também pela interacção família – doente com a equipa, apoiando e participando das decisões médicas quando se justifique.

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