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SNS - Serviço Nacional de Saúde

Cuidados Intensivos

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Cuidados Intensivos

SERVIÇO DE MEDICINA INTENSIVA (SMI)

A Medicina Intensiva é uma área diferenciada e multidisciplinar das ciências médicas, que aborda especificamente a prevenção, o diagnóstico e o tratamento de doentes em condições fitopatológicas que ameaçam ou apresentam falência de uma ou mais funções vitais, mas que são potencialmente reversíveis. 

 

É por natureza multidisciplinar e tem por objetivo primordial suportar e recuperar funções vitais, de modo a criar condições para tratar a doença subjacente e, por essa via, proporcionar oportunidades para uma vida futura com qualidade.

A nível humano e organizativo, os hospitais têm vindo a ser forçados a aumentar cada vez mais a capacidade de internamento em áreas destinadas a doentes críticos e o número de intensivistas capazes de garantir a necessária qualidade assistencial.

 

Nos últimos 5 anos vários hospitais Portugueses têm promovido uma progressiva integração de várias unidades de tratamento intensivo e intermédio sob a mesma gestão e governação clínica, estruturando-ase organizando-as funcionalmente dentro de um único serviço.

 
O Serviço de Medicina Intensiva (SMI) do Hospital Garcia de Orta, E.P.E é um Serviço Polivalente de Medicina Intensiva de nível III com idoneidade para formação de internos de especialidade e especialistas em Medicina Intensiva.

Tem como missão prestar cuidados altamente diferenciados, dando resposta às necessidades dos doentes que apresentam falência de um ou mais órgãos ou sistemas,  e necessitam de apoio tecnológico e de cuidados permanentes quer médicos, quer de enfermagem não possíveis de serem prestados noutros serviços do Hospital.

 

Dispõe de, entre outras, as seguintes capacidades técnicas:

·    Reanimação cardiorespiratória avançada;

·    Manutenção das vias aéreas, incluindo entubação oro e nasotraqueal, via aérea avançada, traqueotomia cirúrgica e percutânea,ventilação mecânica (invasiva e não invasiva) em modalidades convencionais, avançadas e estratégias complementares a melhoria da oxigenação e remoção deC02 ( Prone position, recruitments manouvers, TGI, remoção extracorpórea de CO2(ECCO2R) com plataforma de substituição renal, etc.);

·    Oxigenoterapia de Alto Fluxo

·    “Pacing” cardíaco temporário (externo e endocavitário);

·    Monitorização cardíaca contínua;

·    Monitorização oximétrica contínua;

·   Índice bispectral (BIS) e Train of Four (TOF);

·    Monitorização invasiva e não invasiva da pressão arterial;

·    Monitorização invasiva das pressões na aurícula direita, ventrículo direito e artéria pulmonar e débito cardíaco por cateter deSwan-Ganz;

·    Monitorização hemodinâmica por cateter de PICCO;

·    Balão de contrapulsação aórtica;

·    Monitorização Electroencefalográfica contínua;

·    Monitorização da Pressão intracraniana (PIC);

·    Doppler Transuraniano

·    Monitorização da Pressão intra-abdominal;

·    Broncofibroscopia diagnóstica e terapêutica;

·    Fisioterapia respiratória e Cinesioterapia;

·    Técnicas endoscópicas digestivas, urológicas,obstérico-ginecológicas;

·    Terapia da dor ( Analgesia epidural  porPCA, NCA, analgesia sistémica);

·    Aparelho para aferição de gases no sangue,electrólitos e  metabólitos;

·    Monitorização farmacocinética de fármacos;

·    Técnicas intermitentes e contínuas de depuração/substituição renal,  plasmaférese, hemoperfusão;

·    Ecocardiografia transtorácica, transesofágica e pulmonar;

·    Aparelho portátil para radiografias simples;

·    Intensificador de imagens;

·    Consultoria cirúrgica geral, cardiotorácica, neurológica, neurocirurgica;

·    Equipamento portátil de suporte vital para transporte intra ou interhospitalar.

O SMI está organizado funcionalmente em duas Unidades: 

1.      Unidade de cuidados intensivos polivalentes (UCIP) com capacidade total de 8 camas funcionais, extensível a 9 camas em condições de excepção.

 

2.      Unidade de cuidados intermédios polivalentes (UCINT) com capacidade total de 13 camas funcionais, 6 das quais podem possuir capacidade ventilatória invasiva.

Esta forma de organização tem como missão principal a gestão do doente crítico à escala hospitalar, muitas vezes fora das unidades de cuidados intensivos,nomeadamente nas salas de emergência dos serviços de urgência e em equipas de emergência intra-hospitalar.

 

Estrutura actual de Direcção

·        Director do Serviço:Dr. Antero Fernandes, especialista em Medicina Intensiva, Assistente Hospitalar Graduado Sénior.

·        Administradora da Área : Dra. Susana Sampaio, Administradora Hospitalar 

·        Enfermeiro-Chefe da UCIP : Enfermeiro especialista José Serra

·        Enfermeiro-Chefe da UCINT: Enfermeiro especialista António Rocha

·        Responsável pela Formação: Dr. Rui Gomes, especialista em Medicina Intensiva, Assistente Hospitalar.

·        Coordenador Operacional da UCIP: Dra. Sara Lança, especialista em Medicina Intensiva,Assistente Hospitalar Graduada.

·        Coordenador Operacional da UCINT: Dra. Vânia Brito, especialista em Medicina Intensiva,Assistente Hospitalar.

·        Assistente Técnico: António Pernas

 

 

A organização funcional do serviço permite a gestão flexível de camas de nível III e II sob gestão única médica e de enfermagem,aumentando substancialmente o número de doentes tratados.

 

As camas de nível III (vulgarmente designadas camas de cuidados intensivos) destinam-se a doentes com duas ou mais disfunções agudas de órgãos vitais,potencialmente ameaçadoras da vida e portanto necessitando de duas ou mais formas de suporte orgânico;

As camas de nível II (vulgarmente designadas de cuidados intermédios)destinam-se a doentes que necessitam de monitorização multiorgânica e de suporte de apenas uma função orgânica, não requerendo ventilação mecânica invasiva.

O SMI está dotado de meios que demonstram a vantagem clínica e económica da gestão do circuito do doente crítico e da gestão conjunta de camas de nível II e III pela MI, assumindo globalmente as suas responsabilidades em três vertentes essenciais: assistencial (tutela do circuito do doente crítico no hospital), formativa (garante da formação de recursos humanos adequados à sua missão) e qualidade (Indicadores de qualidade que permitam fazer benchmarking e auditorias).

O intensivista é o fulcro da atividade de receção, avaliação, estabilização, definição estratégica, terapêutica e triagem de nível de internamento do doente crítico desde a admissão hospitalar, nomeadamente no serviço de urgência, assumindo-se como o gestor e provedor do doente crítico, independentemente do local do sistema de saúde onde se encontre.

O SMI inclui as seguintes áreas:

 

Área de enfermaria dotada dos recursos e logística definida pelo documento RT 09/2013 do ACSS “Recomendações técnicas para instalações de Unidades de Cuidados Intensivos”. 

 

Áreas de apoio

 

-Secretariado clínico

-Sala de notícias/informação

-Sala de espera de familiares e visitas

-Sala de reuniões

-Áreas de apoio aos profissionais – vestiários, quarto médico, sala de descanso,copa

-Área de armazenamento de material e equipamento

-Gabinetes médicos e de enfermagem

-Área de preparação de fármacos, medicação

-Bastidores técnicos

 

Recursos humanos

 

 Médicos

 

·        relação especialista de Medicina Intensiva / número de camas, tendo em conta  o nível de intervenção e a missão do serviço nomeadamente a quantidade e tipo da actividade realizada fora da unidade

 

·        3 médicos diferenciados em presença física permanentemente para a actividade de urgência

 

·        Farmacêutico e especialista em medicina física e reabilitação de apoio

·          

Enfermeiros

 

Os dois polos do SMI do HGO possuem um enfermeiro-chefe, capaz de garantir a liderança técnica de enfermagem global do SMI.

 

São coadjuvados por 1 coordenador para cada um dos pólos, que referem aos enfermeiros assistenciais, baseado num Rácio enfermeiro / doente, flexível de acordo com os níveis de cuidados necessários aprestar, e de acordo com perfil, missão e carteira assistencial.

Na prestação direta dos cuidados de enfermagem aos doentes, e sem embargo do referido no Regulamento nº 533/2014 -Norma para o cálculo de Dotações Seguras dos Cuidados de Enfermagem, publicado no Diário da República, 2ª série, nº 233, de 2 de dezembro,  os rácios mínimos são de 1:2 em camas de nível III e de 1:3 em camas de nível II.

 

Assistentes Operacionais

 

Definido de acordo com o perfil e formação adequada e enquadrado na missão assistencial dos SMI.

·        Rácio não inferior a 1 assistente operacional para cada 8 doentes,idealmente 1 para 6 doentes

 

Assistentes administrativos

 

O SMI está dotado de 1 secretariado clínico, sendo o rácio não inferior a 1 assistente administrativo por 16 camas.


Proveniência

As maiorias dos doentes são provenientes do serviço de urgência do HGO, bloco operatório ou de outros serviços do HGO.

Alguns doentes provêm também de instituições hospitalares como os Hospitais de Faro, Barreiro, Setúbal e Litoral Alentejano,entre outros.
 

Investigação 

Encarando a investigação num contexto multidisciplinar de diagnóstico e de avaliação de resultados, é um meio que permite compreender a doença cada vez melhor e acumular experiência. 

 
O HGO, ao longo dos seus 25 anos de existência tem participado em vários projectos de investigação de âmbito nacional e internacional, neste âmbito.

A família, o doente e o SMI

Constituindo o doente o foco principal da nossa existência, somos de opinião que é  muito importante  para o doente  e  para a  sua família, que o internamento em cuidados intensivos seja entendido como etapa fundamental e necessária para a superação da sua doença grave.

Porém,  é  importante  aliviar e proporcionar conforto independente do prognóstico.

 

Toda a equipa está orientada no respeito da dignidade e autodeterminação de cada pessoa internada, estabelecendo e divulgando a humanização nos seus trabalhos, buscando amenizar os momentos vivenciados quer pelo doente, quer pela família.

 

A separação do convívio familiar e dos amigos a que os doentes estão sujeitos, pode não só ser amenizada através das visitas diárias, mas também pela interação família- doente com a equipa, apoiando e participando das decisões médicas quando se justifique.


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