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SNS - Serviço Nacional de Saúde

Garcia de Orta

Garcia de Orta

Porquê Garcia de Orta?

Em 1989 foi decidido por portaria ministerial que o Hospital de Almada passasse a ser designado por Hospital Garcia de Orta, em homenagem ao notável médico, botânico e naturalista do séc. XVI com o mesmo nome.

Garcia de Orta nasceu em Castelo de Vide, onde efetuou os seus primeiros estudos. Desconhece-se a data precisa do seu nascimento, que deve porém situar-se na última década do século XV.

De ascendência hebraica, filho do hebreu espanhol Fernão de Orta e Leonor Gomes, frequentou as Universidades de Salamanca e de Alcalá de Henares, onde alcançou diplomas em Artes, Filosofia e Medicina. Em Alcalá fez ainda estudos de Botânica, uma cadeira que foi aí pela primeira vez lecionada na Península Ibérica.

Após ter exercido clínica em Castelo de Vide, Garcia de Orta é contratado em 1527 como professor pela Universidade de Lisboa, tendo sido igualmente médico da corte de D. João III. Sete anos mais tarde, em 1534, decide emigrar para Goa, aonde viria a desenvolver de forma decisiva os seus trabalhos de investigação. Pensava também encontrar na Índia Portuguesa maior sossego para si e para a sua família, numa altura em que a Inquisição incomodava fortemente os fiéis da religião hebraica, cuja fé Garcia de Orta professava.

Em Goa, onde viveu 34 anos, publicou, em 1563, a sua obra mais notável, “Colóquios dos Simples e Drogas da Índia”, que, segundo Luís de Camões, daria “na Medicina um novo lume”. Para Almeida Garret, “não é apenas um tratado de ciência, mas também um monumento da história da arte e da linguagem”.

Garcia de Orta faleceu em Goa em 1568, sem nunca ter tido diretamente problemas com a Inquisição, apesar de esta ter estabelecido um tribunal na Índia em 1565. No entanto, doze anos após a sua morte, em 1580, o Tribunal do Santo Ofício condena-o, post-mortem, pelo “crime de judaísmo” mandando desenterrar e queimar os seus ossos.

 


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