Saltar navegação
SNS - Serviço Nacional de Saúde
Portugal 2020

Imprensa

Imprensa

No seguimento da reportagem “1 hora e 35 minutos”, da jornalista Ana Leal, emitida a 13 de Abril de 2015 no Repórter TVI - Jornal das 8, no canal de televisão TVI 

[e com possível visualização através do link

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/reportagem/reporter-tvi-na-integra-caos-nas-urgencias-mesmo-depois-da-gripe

o Hospital Garcia de Orta, E.P.E. (HGO) vem, por este meio, esclarecer o que foi apresentado relativamente a esta entidade (a partir do minuto 21:50):

1)                 Nesta reportagem foram novamente apresentadas imagens obtidas ilegalmente através de câmaras ocultas, violando a privacidade dos doentes e as regras éticas e deontológicas, da mesma forma que a jornalista já havia apresentado em reportagens emitidas nos dias 23 de Janeiro de 2015 e 05 de Fevereiro de 2015, no canal TVI, e perante as quais o HGO já apresentou queixa formal às entidades competentes.

2)                 Na reportagem “1 hora e 35 minutos” o comentário apresentado com as imagens, segundo se afirma, “captadas nas últimas semanas”, referindo que “há macas por todo o lado” e que as mesmas agora “estão mais escondidas” pretende novamente passar a mensagem de que nada foi feito entretanto, mantendo-se a situação de caos vivida em Janeiro, dois meses depois dos Chefes de Equipa terem pedido a demissão, o que não corresponde à verdade.

A afirmação é falsa na medida em que, em vez dos 60 doentes em permanência no internamento da Urgência, conforme foi noticiado, a ocupação média da Urgência, tem registado, nas últimas semanas 32 doentes, apesar do aumento registado nos doentes admitidos para internamento (20%). Esta melhoria deve-se à reorganização do Serviço de Urgência e ao aumento da capacidade de internamento (em Março foi aberta uma nova Unidade de Internamento), que contou com a colaboração ativa e direta dos Srs. Chefes de Equipa.

A afirmação de que as macas “estão mais escondidas” é igualmente falsa,na medida em que todas as macas estão no espaço onde sempre estiveram. A informação referida é objetiva e auditável por qualquer entidade externa e independente, não se podendo admitir que a notícia dê, em tom alarmista, uma falsa imagem da instituição e dos profissionais do HGO.

3)                 Quanto às admissões por “cunha” política ou pessoal, as afirmações do Sr. Dr. João Proença, não têm qualquer fundamento.Todas as admissões de médicos são feitas por concurso regional ou por proposta dos Diretores de Serviço, com base em entrevista e/ou avaliação curricular, comparecer da Direção Clínica e do Conselho de Administração, sendo autorizadas pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério das Finanças, no estrito cumprimento da legislação e dos procedimentos instituídos.

4)                 A afirmação do Sr. Dr. João Proença sobre o impedimento dos enfermeiros e médicos fazerem trabalho extraordinário na Urgência não tem qualquer fundamento. Todas as propostas apresentadas pelo serviço têm sido autorizadas e é sempre dada preferência, em caso de acréscimo excecional de trabalho, que o mesmo seja feito através de trabalho extraordinário, em vez do recurso a prestações de serviço.

5)                 No que respeita ao recrutamento de prestadores de serviço os Recursos Humanos consultam as empresas do setor, com base nas necessidades indicadas pelos Diretores dos serviços ou por quem estes delegam, sendo que todas as admissões são validadas pelos referidos intervenientes, não existindo qualquer procedimento anómalo, contrariamente ao que é afirmado pelo Sr. Dr. João Proença.

Refira-se que o Dr. João Proença era delegado sindical da FNAM e já se encontra aposentado desde o passado dia 1 de Abril.

Tendo em conta os referidos factos, o Hospital Garcia de Orta, E.P.E. demonstra formalmente o seu desagrado pelo jornalismo praticado pela TVI e pela jornalista Ana Leal, e solicita a rectificação da informação veiculada na respetiva reportagem.

Ir para o topo ▲