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Almada, 11 de julho (2012) - O Serviço de Cardiologia do HGO realizou, pela primeira vez, dia 5 de julho, um procedimento de desenervação renal, uma técnica pioneira para tratar doentes com hipertensão arterial (HTA) resistente aos medicamentos.

 
A HTA resistente é uma patologia em que os pacientes, apesar do tratamento com três ou mais medicamentos anti-hipertensivos, continuam com níveis elevados de pressão arterial. Trata-se de uma doença crónica especialmente perigosa devido à sua associação com um aumento do risco cardiovascular, incluindo AVC e enfarte, assim como insuficiência cardíaca e doenças renais. Estes doentes têm o triplo de probabilidade de sofrer de doenças cardiovasculares, quando comparados com indivíduos com pressão arterial controlada.
 
"Estamos muitos entusiasmados por iniciar esta técnica e por disponibilizarmos aos nossos doentes esta abordagem inovadora no tratamento da HTA resistente", afirmou Hélder Pereira, Diretor do Serviço de Cardiologia do HGO. "A desenervação renal e o tratamento contínuo com anti-hipertensivos garantem aos pacientes com HTA resistente a oportunidade de controlar os seus níveis de pressão arterial", acrescenta o médico cardiologista.
 
A desenervação renal é um procedimento minimamente invasivo que desativa os nervos simpáticos localizados nas paredes da artéria renal. O sistema consiste num gerador e num cateter flexível, que é introduzido através da artéria femoral dentro de ambas as artérias renais. Uma vez no local, a ponta do cateter emite uma pequena energia sob a forma de radiofrequência, de acordo com um algoritmo proprietário, ou padrão, para assim proceder à redução da actividade da enervação renal, responsável importante no desenvolvimento da HTA. O procedimento não envolve um implante permanente.
 
Até ao momento, a investigação clínica mostra que a desenervação renal permite uma redução significativa e sustentada dos níveis de pressão arterial para muitos doentes com HTA resistente, apesar de vários medicamentos anti-hipertensivos. A HTA é a principal causa de morte atribuída no mundo.
 
Segundo dados da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, em Portugal, quase metade da população tem hipertensão, sendo que em apenas 11 por cento destes a doença está controlada.

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